segunda-feira, 27 de junho de 2011

Do interno pro externo.

Ah, como eu gosto de ser blogueiro! Ser blogueiro vai além de ter um e postar em um blog, é uma necessidade misteriosa de compartilhar um pouquinho de você. O blog funciona como a sua casa, onde as pessoas que visitam vivem e experimentam você por alguns instantes. Aí você se preocupa com a melhor decoração para seus visitantes, com a comodidade, com o conforto. Como se dar da melhor maneira para que entrem em você e experimentem um pouco do melhor de você, e muitas vezes experimentem o melhor do "pior" de você. São esses valores meio antigos e muito bonitos que alguns, como eu, gostam de preservar por simples opção.

(Texto inspirado em Talita Vesch)

sábado, 25 de junho de 2011

Hipocrisia em nome da arte.

É incrível, com o passar do tempo o homem ganha mais respeito, mais dinheiro, mais "dignidade" e se torna muito mais hipócrita. No meio profissinal concorrido em que estava (o da beleza) acabei me dando conta de que o homem perdeu a noção de quanto custa o dinheiro. É caviar no cabelo, ouro na cara e loucas pagando lucros de 300% para donos de SPAs e salões de beleza se esbaldarem e rirem da cara das coitadas que acreditam que problemas psicológicos podem ser resolvidos com um pouco mais de beleza. Isso também acontece em grandes exposições de arte onde milhares de hipócritas fingem entender os rabiscos e a "expressão" de um mercado tão bem remunerado enquanto as intervenções artísticas dos nossos grafiteiros apodrecem junto com a cidade que servia de palco para a arte. É mais fácil ser branco, rabiscar, dizer que é arte contemporânea e esperar ser muito bem pago por isso. A arte como veículo de expressão? Pra quê? O dinheiro fala mais alto. Ah, eu não posso me esquecer da tribo "blasé", que pagam a vida para assistir da primeira fila modelos magérrimas com cada vez menos roupa e mais dinheiro, cada vez mais hipocresia e menos cérebro. "Oh, querido estilista, uma alça diferente? Uma renda autêntica? Sim, claro, alguns milhões de dólares por isso". Talvez essa magreza toda seja luto em prol das milhares de crianças que morrem de fome no mundo, ou até mesmo dos pais brasileiros que choram por não ter dinheiro suficiente pra um iogurte pros filhos. Sabe o que mais me incomoda nisso tudo? Ver manadas de filhos da puta dizendo "esse é o valor da nossa arte", milhões em bolsas e sapatos "é o valor da arte"? Como um veículo de expressão tão genuíno, puro e útil como a arte pode ser pago em dólares? Como esses "artistas" podem prostituir algo tão importante, que causa tanto impacto como a arte? Com que direito eles convertem algo tão puro e benéfico à sociedade em manipulação? Então, pra que serve a arte? Prefiro não falar da música...