Dentre as
diversas formas de amar eu descobri você. E entre as colinas verdejantes que
caminhei encontrei você. Entre o pôr e o nascer-do-sol eu estive com você,
“contando casos, besteiras, tanta coisa em comum”. Nossa trilha sonora tocava
no peito, os ouvidos ouviam mesmo quando o silêncio pairava, o coração sentia
mesmo quando a saudade tomava. As mãos suadas, o toque, o beijo, o sabor, tudo
agora faz falta. Um vento inconsequente te levou. Eu chamo de “vento” ainda que
todos ao meu redor chamem de “insegurança”, “mau entendido” e alguns até
chamaram de “burrice”. Eu preferi chamar de “vento”. Dói menos. E dor tem sido
meu sobrenome. O travesseiro tem tentado te substituir nas noites de chuva,
quando penso ouvir tua voz, quando lembro dos teus defeitos, quando vejo que a
causa trouxe um efeito que não passa de angústia. As noites de verão não são
mais as mesmas, eu não seguro mais tua mão pra caminhar, não reclamo mais das
tuas mentiras e nem tenho tuas verdades para acreditar. Não te vejo mecher no
cabelo e nem te peço pra parar. E quando chegar o inverno? Quem acordará no
meio da noite pra me cobrir? Quem me sufocará com tantos abraços pela
madrugada? Quem me amará quando o nariz escorrer, quando ao invéz de uma noite
picante eu precisar de um chá e analgésicos? Quando penso em todas essas
perguntas, a resposta que vem à minha mente é: Você. Será que perdi de vez?
Será possível que aconteça outra vez? Não sei. Ainda o que erro tenha sido meu, amo
cada pedaço teu.