quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Amo cada pedaço teu.



Dentre as diversas formas de amar eu descobri você. E entre as colinas verdejantes que caminhei encontrei você. Entre o pôr e o nascer-do-sol eu estive com você, “contando casos, besteiras, tanta coisa em comum”. Nossa trilha sonora tocava no peito, os ouvidos ouviam mesmo quando o silêncio pairava, o coração sentia mesmo quando a saudade tomava. As mãos suadas, o toque, o beijo, o sabor, tudo agora faz falta. Um vento inconsequente te levou. Eu chamo de “vento” ainda que todos ao meu redor chamem de “insegurança”, “mau entendido” e alguns até chamaram de “burrice”. Eu preferi chamar de “vento”. Dói menos. E dor tem sido meu sobrenome. O travesseiro tem tentado te substituir nas noites de chuva, quando penso ouvir tua voz, quando lembro dos teus defeitos, quando vejo que a causa trouxe um efeito que não passa de angústia. As noites de verão não são mais as mesmas, eu não seguro mais tua mão pra caminhar, não reclamo mais das tuas mentiras e nem tenho tuas verdades para acreditar. Não te vejo mecher no cabelo e nem te peço pra parar. E quando chegar o inverno? Quem acordará no meio da noite pra me cobrir? Quem me sufocará com tantos abraços pela madrugada? Quem me amará quando o nariz escorrer, quando ao invéz de uma noite picante eu precisar de um chá e analgésicos? Quando penso em todas essas perguntas, a resposta que vem à minha mente é: Você. Será que perdi de vez? Será possível que aconteça outra vez? Não sei. Ainda o que erro tenha sido meu, amo cada pedaço teu.

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