quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Me dê um tempo.
Eu quero um tempo pra falar do desnecessário pros desavisados, tornar adornos de pescoço coisas que não são oferecidas em leilões. Um tempo. Salvar um tempo de cair na desgraça, nos devaneios do mundo pósmoderno, nas garras de uma tal Sociedade aí. E a pátria? Quem a salvará do New York Lifestyle? Quem a libertára do sanguinário América? Quem resgatará o Samba do fundo do posso? Quem abrirá as gaiolas pras aves em estinção? Eu quero salvar. Sou filho de um salvador e foi promessa toda essa corajem, todo esse mecanismo de revolução. Foi presente toda essa mente liberta com a ajuda de uma fumaça mágica. E agora, como filhos mal criados matamos presentes? Sufocamos belas prendas em capitalismo. Me dê asas por alguns instantes, quero mostrar como me sinto quando essa fumaça louca me traz à memória quem sou. E como diria o poeta: "Eles abrem as pernas pra quem eles fecham o vidro do carro". E eu me envergonho. Me envergonho de ter voltado para os seios dessa nação, me envergonho de ter tido saudades disso aqui. Lembro-me da alegria de viver longe, de ser tão livre. Não era nada demais, era apenas uma gaiola maior. Hoje sou livre.
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